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Tudo é Mar | Danillo Garcez, Ventocais

Arte de capa de "Tudo é Mar". Clique na foto para escutar a música
Arte de capa de "Tudo é Mar". Clique na foto para escutar a música

Salve meus amigos e leitores, estive um tempo afastado daqui, mas recentemente fiquei instigado por um motivo. Entrei para a equipe de curadores da Groover, uma plataforma on-line na qual artistas, curadores de festivais e gestores de espaços se encontram e apresentam seus trabalhos. Fui surpreendido quando o Danillo Garcez me mandou uma mensagem sobre o novo projeto e o lançamento de "Tudo é Mar". Resolvi vir aqui e publicar um pouco da minha escuta e retorno ao artista, que junto com o grupo Ventocais lançou a obra no dia 24 de outubro de 2025. Segue um trecho do texto:


Me atraiu já no início a ambiência, espacialidade criada e o cuidado na introdução suave da guitarra para a entrada da bateria, baixo, teclado e percussão apresentando bem a proposta e estética do projeto com detalhes no pandeiro, conversando com o ritmo proposto com linguagem contemporânea. Os vocalizes e dobras compõem bem a atmosfera e entrega traços da sua identidade musical. As congas suaves mantém o equilíbrio da proposta que tem uma pegada leve, mas progressiva com dinâmicas, convenções e viradas bem construídas durante o arranjo como na deslocada que começa em 0'55'' e a virada dos ritmos em 1'50.


A profundidade e efeitos da voz estão muito bem aplicados com variações de intensidade, encaixando na mix, revelando a proposta sonora com personalidade. O teclado dá o reforço no brilho com beleza e elegância, enquanto as guitarras e convenções preenchem e marcam. A pausa dos instrumentos em 2'22'' deixando a voz que é cortada pela conga e acompanhada pelas teclas foi uma linda e necessária proposta dentro do arranjo pra dar o respiro e continuar.


A letra é conduzida de maneira poética e atmosférica e bem interpretada com traços de passionalização com intensidade nas vogais alongadas, me chamando mais atenção para o sentimento e fluidez, que combinam com o conteúdo que traz uma certa melancolia e o contraste na vontade de se libertar, ou ao menos tentar a vida em função dos nossos sonhos. A narrativa é bem marcada na variação do ritmo e métrica do canto.


Ótimo reforço das dobras de vozes suaves durante, e as de resposta mais no fim da música no ponto mais alto da dinâmica. Logo depois o contraste para finalizar a música com um moldura nos trazendo de volta para ao espaço proposto na introdução, ficando pronto para a próxima faixa ou sentimento.


Achei a sonoridade atraente dentro do cenário de alternativo com potencial de ocupar eventos e festivais com a proposta de estar em contato com ritmos como o baião e o samba/mpb apresentados com linguagem atual influenciado pelo Jazz/Soul.


Estou pela Bahia desde 2023 e tive contato com artistas de Sergipe que podem ser boas conexões dessa cena de rock alternativo, como o Daguada da Açocena, o Samuel e o Luigi da Seu Psiquê. Vi que eles estão conectados no instagram. Isso é ótimo, seria interessante uma articulação entre os projetos e público.


Fiz o pré-save direcionando para uma playlist que tenho no spotify, que não tem taaantos seguidores, mas um público fiel que se interessa pelo que escuta. Em maior parte um público de Niterói e RJ que pode se conectar com o seu som. Estou reorganizando o meu blog e em breve vou reativar as postagens por lá também. Te mando o link quando fizer. Vou compartilhar com meus contatos e postar quando lançar no dia 24 de outubro.


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Eis aqui estamos e volto com as postagens sobre cenas musicais ou qualquer outra coisa. E ae, o que acharam da música? Em breve retorno com notícias da Bahia.


Abraços,

Be Guimarães


 
 
 

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